Sucos para descobrir

Manual de marca · Versão 1.0 · Outubro de 2026

Escolha a sua cor-segura. O manual inteiro vira dela.

O Jujubinha, um leãozinho de juba cacheada, sentado e sorrindo

Capítulo1

Introdução

Tudo começa num lugar seguro.

1.2Apresentação

Para algumas crianças, o amarelo não é só uma cor. É o lugar onde elas se sentem em casa.

A Jujubinha é uma marca de sucos naturais para crianças de 2 a 6 anos com seletividade alimentar. Ela parte de uma ideia simples e rara no mercado: em vez de pedir que a criança abra mão do que conhece, usa o que ela já ama como ponte para o que ainda não conhece.

Este manual existe para que essa ideia chegue inteira a cada caixinha, a cada tela e a cada palavra.

1.3De onde a Jujubinha vem

A Jujubinha nasceu dentro de casa.

Um garotinho esperto, de memória impressionante e paixão intensa pelo amarelo, escolhia os alimentos e bebidas pela cor (amarela). Em vez de contrariar essa escolha, a pergunta virou outra: e se a embalagem falasse a língua da preferência dele, e o conteúdo fosse uma descoberta?

O mascote veio da juba ondulada do Victor. Juba, jubinha, Jujubinha.

juba

Os cachos do Victor, no recorte da juba.

1.4Plataforma de marca

Três frases sustentam tudo o que a Jujubinha faz.

Toque em um cartão para virar.

1.5Conceito: segurança para descobrir

Segurança para descobrir.

Para descobrir o novo, algumas crianças precisam primeiro se sentir seguras no conhecido.

Por isso a Jujubinha faz o contrário do mercado: separa a cor do sabor. A cor da caixinha é o território seguro, aquilo que a criança reconhece, procura e escolhe. O sabor é a descoberta, e ela espera do lado de dentro.

Amarelo por fora. Uma descoberta por dentro.

Gire a caixinha. Toque nela para abrir a descoberta.

Parece conhecida…
O Jujubinha

1Acolher

Antes de qualquer sabor, a criança precisa sentir que aquele lugar é dela.

2Respeitar

O ritmo é dela. Gostar não é uma condição e provar não é uma obrigação.

3Encantar

O que é feito com carinho convida. Cor, textura, um leãozinho que sorri.

4Descobrir

Quando se sente segura, a criança abre a porta para o novo. A descoberta é consequência, nunca exigência.

1.6Pilares

Quatro verbos, nesta ordem.

Não se pula etapa.

1.7Dois olhares, uma caixinha

A criança usa. Os pais decidem.

A Jujubinha precisa ser inteira para os dois ao mesmo tempo.

À criança, oferece uma cor que ela ama e um amigo que entende: familiaridade, brincadeira, companhia. Aos pais, oferece clareza: 100% fruta, composição legível e nenhuma promessa que não possa cumprir, para que tenham acolhimento, autonomia e segurança sobre o que o filho consome.

A Jujubinha complementa o acompanhamento profissional. Nunca o substitui, e nunca faz promessa terapêutica.

Para a criança

Uma cor que ela ama, um amigo que entende. Familiaridade, brincadeira, companhia.

Para os pais

100% fruta, composição legível e nenhuma promessa que não possa cumprir.

1.8Personalidade

Acolhimento primeiro. O resto vem depois.

A Jujubinha é acolhedora, inteligente, empática, inventiva, lúdica, cuidadosa e curiosa.

A Jujubinha não é clínica, professoral, terapêutica, moralista nem infantilizada de forma genérica.

A atitude central é o acolhimento. Todo o resto é consequência.

Arraste cada palavra para o lado certo, ou toque nela.

1.9A jornada

Um passo de cada vez.

Do que ela já conhece até o que ainda vai descobrir. Sem competição, sem pressão e sem obrigação de gostar. Experimentar já é uma descoberta.

1

Ela escolhe a cor

Tudo começa no que ela já conhece e confia. A cor favorita é o lugar seguro.

2

Segura a caixinha

Pequena, colorida, com canudinho.
Do tamanho certo para as mãos dela.

3

Descobre no tempo dela

Sem pressão e sem plateia. Um golinho, uma pausa, outro golinho.

4

O Jujubinha comemora

O amiguinho que entende celebra cada pequeno passo, até o de provar só um pouquinho.

5

O novo vira conhecido

Hoje é descoberta. Amanhã é o sabor que ela pede. O conhecido é só o começo.

O Jujubinha piscando

Capítulo2

Voz e linguagem

Uma palavra pode ser um convite ou uma cobrança.

2.1Como a Jujubinha fala

Na altura da criança.

A Jujubinha fala como quem senta no chão, na altura da criança. É acolhedora, curiosa, cúmplice e esperta: infantil sem ser boba.

Ela nunca diz “você precisa experimentar”. Diz “vamos descobrir?”. A diferença entre um convite e uma cobrança cabe numa palavra, e é nela que a marca mora.

Só mais um gole.
O Jujubinha
Hmmm… isso eu não conheço.

2.2Com a criança

Ele também está descobrindo.

O Jujubinha duvida, estranha, às vezes fica bravinho, e tudo bem. Por isso nenhuma frase dele é uma ordem. São convites, dúvidas e pequenas vitórias, ditas no tom de um amigo.

Escolha uma frase e veja a expressão dele mudar.

2.3Com os pais

Companhia, não solução mágica.

Aos pais, a marca fala com a calma de quem já ouviu muita coisa e não julgou nenhuma. É direta, clara, sem jargão clínico e sem romantizar.

Quem vive a seletividade todos os dias reconhece promessa fácil de longe. Aqui não há solução mágica. Há companhia.

“Cada criança tem seu jeito de descobrir.” “No tempo dela. Do jeito dela.” “Um pequeno passo também é uma descoberta.”

Jujubinha

2.4Palavras que usamos, palavras que evitamos

Cada palavra carrega um clima.

As que usamos abrem a porta. As que evitamos a fecham, mesmo quando ditas com carinho.

Usamos

descobrirexperimentarconhecercuriosonovojuntofamiliarmeu jeitomeu tempotentarexplorarsurpresade novodiferentecoragempreferido

Evitamos

problemadificuldaderestriçãotranstornotratamentosuperarvencercorrigirnormalcerto e erradosaudável e não saudável

E nunca pressionar nem premiar por experimentar: “só mais um gole”, “se experimentar, ganha”. Com os pais, “seletividade alimentar” é uma expressão honesta e pode ser usada. Com a criança, nunca.

Toque em uma frase vermelha para torná-la mais gentil.

2.5Assinatura e frase

Cabe numa caixinha, num outdoor e num sussurro.

A assinatura diz o que somos. A frase diz no que acreditamos.

Sucos para descobrir

O conhecido é só o começo.

Amarelo por fora. Uma descoberta por dentro.

Capítulo3

Princípios visuais

Alegre, sempre.
Alta, nunca.

3.1A tese

Todo o mercado grita. A Jujubinha fala baixo e sorri.

Nas gôndolas, a disputa é por volume: personagem licenciado, selo berrando, preço de impulso, promessa de vitamina. É um mercado desenhado para a criança média e feito para chamar atenção a qualquer custo.

A Jujubinha fala com crianças para quem o mundo já é barulhento o bastante. Para elas, o visual não é enfeite: é a primeira conversa, antes de qualquer sabor. E uma conversa que começa aos gritos raramente termina em confiança.

Por isso o princípio visual da marca é a alegria de volume ajustável: alegre, sempre, e nunca mais alta do que a criança consegue ouvir.

SUPER VITAMINAS!-50% AÇÚCARNOVO!!!LEVE 3 PAGUE 2+ FORÇAOFERTA
Caixinha Jujubinha

3.2Cinco regras de estilo

O que torna a Jujubinha agradável de olhar.

Cinco regras, cada uma com uma razão. Abra uma a uma.

Cor saturada em áreas grandes e calmas, nunca em mosaico competindo. Uma cor-segura por peça.

Cada coisa sempre no mesmo lugar e com a mesma forma. Quem olha sabe onde pousar o olho.

Massinha e feltro têm uma imperfeição que convida. O que parece ter sido feito por alguém é mais fácil de confiar do que o que parece ter saído de uma máquina.

Composição e informação nutricional são claras e quietas. Sem selo berrando, sem letra miúda escondida.

SUPER!!!
100% natural
sem conservantes
sem adição de açúcares

Nas fotos, a criança está no meio do que já fazia. Sem “dá um sorrisão”, sem pressão de provar. A alegria da Jujubinha é a de quem se sentiu seguro.

3.3O mercado e a Jujubinha

O que muda quando a marca começa pela criança.

Do outro lado da caixinha tem alguém.

Caixinha Jujubinha
O mercado costumaA Jujubinha faz

Capítulo4

Logotipo

Um nome grande, uma patinha e quatro fios de bigode.

4.1O logotipo

Duas linhas, nove letras e uma patinha.

JUJU em cima, BINHA embaixo, empilhados como blocos de montar. As letras são largas, de cantos arredondados e cortes irregulares, como se tivessem sido recortadas à mão. No A final, uma patinha aparece vazada: é o Jujubinha assinando.

Quatro traços, dois de cada lado, completam o gesto. São os fios do bigode do leão: o Jujubinha está ali, de olho. E, como segunda leitura, são também faíscas, o brilho de algo que acabou de ser descoberto.

O logo é um único bloco, com duas camadas de cor: as letras e os fios de bigode. A patinha vive dentro do A. Não há símbolo separado, e o manual segue assim.

4.2As duas camadas de cor

Só duas cores por vez.

As letras usam a cor de suporte. Os fios de bigode usam o Destaque. Cada cor-segura já vem com o seu par, e quem diagrama não improvisa.

Se os fios de bigode sumirem, o logo continua legível. Eles são personalidade e alegria, não informação.

Os valores de cada par estão no capítulo 05.

4.3Sobre as cores-seguras: certo

A combinação que a criança reconhece de longe.

Letras na cor de suporte, bigode no Destaque, sobre a cor-segura em área grande e limpa.

4.4Sobre as cores-seguras: uso incorreto

Quando as letras somem, a marca some.

Branco no lugar da cor de suporte, sobre amarelo, verde ou turquesa, pede cautela: o contraste cai para menos de 2 para 1 e as letras ficam difíceis de ler. Não pinte o bigode com a cor do fundo. Não aplique o logo sobre fotos sem uma área calma e de contraste.

4.5Assinatura com descritor

Onde a marca ainda precisa se explicar.

O logo ganha uma versão com a frase “Sucos para descobrir” em cima, em Poltik, como na caixinha. Ela vai na embalagem, no cartaz, no anúncio e em todo primeiro contato. Só em sacola e brinde o logo vai sozinho.

Uma marca leva tempo para se consolidar. Enquanto não for conhecida, e isso leva anos, ela precisa se explicar.

Sucos para descobrir

4.6Versão monocromática

Uma cor só, a mesma alegria.

Para usos em uma cor só (carimbo, impressão simples, bordado ou relevo), o logo vai em preto sobre branco, com o bigode na mesma cor das letras. Sobre fundo preto, vai em branco, com os fios de bigode na cor de destaque ou todo em branco. A patinha continua vazada.

Branco com bigode em destaque
Todo em branco

4.7Área de proteção e tamanho mínimo

O logo precisa de ar e de tamanho.

Ao redor dele existe uma área de reserva, livre de qualquer outro elemento, com a medida da altura do A.

Abaixo de 20 mm de largura na impressão ou 50 px no digital, os fios de bigode e a patinha deixam de ser lidos. Arraste a régua e veja o ponto em que ele deixa de funcionar.

Medidas propostas, a validar. O menor uso atual do site é de 34 px de altura, cerca de 53 px de largura.

4.8Usos não permitidos

Nove jeitos de não fazer.

Não rotacione nem distorça. Não altere as proporções nem redesenhe as letras. Não remova a patinha nem o bigode. Não use cores fora do manual, degradês ou sombras. Não aplique sobre fundos sem contraste.

Toque em um erro para corrigir.

Uma exceção, e só em movimento: no site, o logo inclina 4 graus ao passar o mouse. É um gesto de brincadeira. Nunca uma posição fixa.

Capítulo5

Cores

A cor é o abrigo.
O sabor é a surpresa.

5.1Amarelo é amarelo

Para a Jujubinha, a cor é um abraço.

Para quase todas as marcas, a cor é um código de sabor: uva é roxa, laranja é laranja.

É o que a criança reconhece, procura e escolhe. Por isso ela precisa ser sempre a mesma: o mesmo tom na lancheira, na tela e no cartaz. O sabor muda por dentro. A cor, nunca.

Não existe uma cor principal. Existem cinco territórios seguros, e cada criança tem o seu.

Gire a caixinha. Toque nela para ver o que pode haver por dentro.

Por dentro, hoje, pode ser...

5.2As cinco cores-seguras

Cinco territórios, nenhum principal.

São as cores das caixinhas. Identificam a marca na embalagem, nas gotinhas de escolha, na interface e no logo. Não se clareiam, não se escurecem e não se aproximam de outra.

Toque em um cartão para copiar o HEX.

Quatro dessas cores são tão saturadas que o CMYK as apaga um pouco na gráfica. Os valores acima são conversão simples e servem de partida. Pantone e CMYK finais saem de uma prova de impressão.

5.3Tintas e destaques

Cada cor-segura traz três parceiros.

Cor de suporte

A cor secundária que sustenta a cor-segura: as letras do logo, as linhas do Jujubinha de traço e os títulos grandes. É o par que dá charme à caixinha, e o que já está impresso nela.

Tinta de leitura

A cor de todo texto pequeno: rodapé, tabela nutricional, instruções. É mais escura, para ler com calma.

Destaque

A cor do brilho: os fios de bigode do logo, a juba do mascote de traço, patinhas. Nunca se lê texto em Destaque.

O branco parece neutro, mas some sobre amarelo, verde e turquesa: o contraste fica entre 1,2 e 1,6 para 1. Ler exige pelo menos 4,5 para 1.

As cores de suporte são as das caixinhas atuais. As de leitura vêm do site, com uma mudança proposta no Roxo: o site usa branco (3,7 para 1 sobre a caixinha), que só serve para texto grande, e propomos #2B0A47. O Destaque é decoração, com contraste de 1,3 a 3,2 para 1 sobre a cor-segura.

Verificador de contraste

Escolha a cor-segura, depois arraste uma cor de texto para cima do cartão, ou toque nela.

Aa

O conhecido é só o começo.

8,7

5.4Cuidado com a embalagem

Para quem só aceita aquela cor, qualquer mudança pode virar recusa.

A regra mais importante: não mude o tom de uma cor entre lotes, versões ou fornecedores.

Capítulo6

Tipografia

Uma voz que levanta o olhar e outra que explica com calma.

6.1Poltik, a fonte dos títulos

A voz que levanta o olhar.

As formas são redondas, abertas e generosas, com terminais suaves e um jeito levemente travesso nas letras k e t. É firme o bastante para um título grande e doce o bastante para não assustar.

Usamos nos pesos 800 e 700 para títulos, 600 para rótulos e destaques, e 400 só em frases curtas e grandes.

O conhecido é só o começo.

Clique no texto e escreva a sua frase.

6.2Inter, a fonte dos textos

A voz que explica.

Clara, neutra e amigável, feita para a leitura longa. É nela que os pais leem a composição, o modo de usar e tudo o que precisa de atenção e calma.

Pesos: 400 para textos, 500 para legendas e 600 para subtítulos e textos muito pequenos.

Dentro de uma caixinha pequena, um pouco do cuidado gigante que os pais têm todos os dias pelos seus filhos. 100% natural, sem conservantes, sem adição de açúcares.

Inter 400 · TextoInter 500 · LegendaInter 600 · Subtítulo e texto muito pequeno
Descobrir é um jeito de brincar
TítuloPoltik 800
Entrelinha 0,98 · espaçamento −0,012 em
40 a 72 px no digital
Uma ideia por linha, sem pressa
SubtítuloPoltik 600 ou Inter 600
Uma ideia por linha
O sabor muda por dentro. A cor, nunca. É assim que a criança sabe onde está e o que esperar quando abre a caixinha.
TextoInter 400
Entrelinha folgada, a partir de 1,5
100% natural · sem conservantes · 200 ml
Legenda e informaçãoInter 500 ou 600
Sempre legível, mesmo pequena

6.3Hierarquia tipográfica

O olho aprende a ordem e não precisa procurar.

Cada nível tem um papel.

Alinhe os textos à esquerda e não justifique: o justificado abre buracos irregulares entre as palavras e cansa quem lê. Em textos corridos, linhas de até 60 caracteres.

6.4Uso incorreto da tipografia

Letra maiúscula demais é gritar.

Não misture outras fontes. Não estique nem comprima as letras. Não use contorno vazado. Não use caixa-alta em frases longas, e a Jujubinha não grita. Não use a Poltik em texto corrido.

Toque em um erro para corrigir.

Capítulo7

Grafismo

Pequenos gestos que dizem: o Jujubinha esteve aqui.

7.1Quatro gestos

A juba, a patinha, a estrela e a onda.

São poucas de propósito: quem aprende uma reconhece todas, e quem vê uma sabe quem passou por ali.

Os cantos são macios e as bordas, redondas. Até a estrela é só um brilho.

O site já usa as quatro formas, de modo consistente. Elas ainda não tinham nome nem regra, e o manual as batiza.

Toque aqui

7.2A juba

A forma mais mágica da marca.

Uma mancha ondulada, de bordas suaves, como o cabelo do Jujubinha.

Ela vira botão de escolha de cor, máscara de foto, caixa de texto e a tinta que escorre e pinta o mundo inteiro quando a criança troca de cor. Sempre numa cor-segura ou no Papel.

7.3A patinha

O rastro do amigo.

Marca por onde o Jujubinha passou: uma trilha, uma etapa concluída, um adesivo colado onde alguém quis lembrar dele.

Aparece em Tinta ou em Destaque, e sempre em poucas. Patinha demais vira pegada de manada.

Passe o cursor ou o dedo por aqui.

7.4A estrela

A faísca da descoberta.

A estrela de quatro pontas é o instante em que algo novo deixa de ser estranho e vira interessante.

Pequena, no máximo em trio, piscando devagar. A alegria da Jujubinha tem volume baixo, e a estrela respeita isso.

7.5A onda e o fio de pontinhos

Separa um assunto do outro sem fechar a porta.

A cor de cima escorre para a de baixo, e quem lê nem percebe a mudança de capítulo.

Sobre ela corre um fio de pontinhos, e três estrelas respiram. É o caminho que o Jujubinha faz para ir de uma descoberta à próxima.

A própria divisória entre os capítulos deste manual usa a onda, e cada uma tem uma curva diferente.

Capítulo8

O Jujubinha

O amiguinho que entende.

8.1Quem é o Jujubinha

Um amigo que também está descobrindo.

A Jujubinha é a marca. O Jujubinha é o leão.

Um pequeno leão menino, de juba cacheada, intenso e expressivo, curioso e carismático, às vezes bravinho. Não é professor, não é terapeuta e não é super-herói. É um amigo que também está descobrindo, e que entende exatamente como é estar diante de algo diferente.

Às vezes a criança encoraja o Jujubinha. Às vezes é ele quem encoraja a criança. Nunca é obrigação de nenhum dos dois.

O Jujubinha, um leãozinho de juba cacheada, sentado, olhando de lado
O Jujubinha se apresenta36 segundos, com som

8.2Os cachos

Sem os cachos, é só um leãozinho. Com eles, é o Jujubinha.

A juba é a assinatura. No Jujubinha de pelo, é um tufo de cachos ruivos no alto da cabeça. No de traço, é uma coroa de espirais em volta do rosto.

Os cachos são do Victor. O nome veio deles: juba, jubinha, Jujubinha.

O Jujubinha de pelo
De peloUm tufo no alto da cabeça
O Jujubinha de traço
De traçoUma coroa de espirais
O Victor, de cachos, sorrindo
O VictorDe onde tudo veio

8.3Quatro expressões

Ele chega curioso e sai feliz.

A expressão conta em que ponto da descoberta o Jujubinha está. A ordem importa.

“Não gostei ainda. Tudo bem.”

8.4O que ele faz e o que nunca faz

Senta ao lado. Nunca fica por cima.

Ele faz: senta ao lado, estranha primeiro, comemora pouco, fica bravinho quando precisa e aceita um “ainda não”.

Ele nunca faz: ensinar, corrigir, pressionar, prometer, recompensar ou virar super-herói. E nunca aparece de cima, falando para baixo.

Capítulo9

Ilustração e materialidade

Tudo aqui foi feito por mãos de mãe.

9.1Feito à mão, por uma mãe

Antes de ser marca, foi cuidado de mãe.

A Jujubinha e tudo o que existe nela foram feitos, antes de tudo, por uma mãe: a mamãe do Victor. Cada elemento passou pelas mãos dela.

Por isso nada parece ter saído de uma máquina. O que é feito por alguém convida a tocar, e é mais fácil de confiar.

9.2Os mundos de massinha

Uma mãe molda o mundo para acolher o filho.

Por isso os mundos são de massinha. Cada cor-segura tem um mundo inteiro, todo no mesmo tom: monocromático, mas feliz. Dentro dele, tudo é macio, redondo e silencioso.

É o amor do Victor pelo amarelo traduzido em lugar. Tudo pode ser da mesma cor sem ser monótono, e dá para se divertir mesmo com essa limitação. Os mundos são cenários, não paleta: a luz da massinha pode esquentar ou escurecer o tom, e a cor que identifica a marca continua sendo a da caixinha.

Mexa o cursor sobre o mundo: as camadas deslizam em velocidades diferentes.

9.3As frutas de feltro

A descoberta também é feita à mão.

As frutas são de feltro, feitas à mão, porque descobrir é um processo, como tudo o que é feito com o cuidado e o carinho de uma artesã.

Macias, redondas, quase de pelúcia. São nove: abacaxi, limão, maçã verde, maçã vermelha, manga, maracujá, morango, pera e uva.

E são as únicas que podem ter cor própria. Tudo na marca é o tom da cor-segura, menos a fruta, porque a cor é o que a criança conhece e a fruta é o que ela vai descobrir. Uva continua roxa, mesmo dentro da caixinha amarela.

Capítulo10

Fotografia

Aqui, ninguém posa.

10.1O Victor, a semente

Toda marca tem um começo. A nossa tem nome e cachos.

A da Jujubinha tem nome, cachos e um amor sem explicação pelo amarelo: o Victor.

Ele é o protagonista da campanha e a razão de a marca existir. Por isso as fotos não querem mostrar uma criança genérica. Querem mostrar a criança que a marca ouviu.

    10.2Estilo fotográfico

    Luz de janela, chão de verdade.

    Cenários reais do dia a dia: o corredor da escola, a sala de aula, a porta de casa. Foco suave no fundo e a criança inteira no que está fazendo.

    A caixinha entra na vida, não na vitrine: guardada na mochila, segura com as duas mãos, equilibrada na cabeça no meio de uma gargalhada.

    Toque em uma foto para ver as anotações.

    10.3Ninguém posa

    A criança está no meio do que já fazia.

    Pegando, mostrando, tomando, rindo, torcendo o nariz. Sem “dá um sorrisão”. Sem olhar fixo para a câmera. Sem adulto por cima, incentivando.

    A recusa também existe, e também é respeitada. A Jujubinha nunca mostra uma criança sendo forçada a provar. Isso não é cena, é pressa.

    10.4Cuidado com a imagem de uma criança

    Honestidade é parte do acolhimento.

    Uma imagem de criança pede mais cuidado do que qualquer outra.

    Capítulo11

    Embalagem

    Pequena, colorida, com canudinho.
    Do tamanho certo para as mãos dela.

    11.1A caixinha familiar

    Parecida com as do mercado, de propósito.

    O formato é o mesmo, a escala é a mesma, o canudinho está no lugar de sempre: 200 ml, cartonada, fácil de segurar.

    O que muda é a lógica. Lá fora, a cor é sabor. Aqui, a cor é abrigo. E por ser parecida, ela prepara o dia em que a criança aceitar as caixinhas tradicionais.

    No mercado, a cor muda com o sabor.

    Caixinha Jujubinha

    Na Jujubinha, a cor da caixinha é a mesma sempre. O sabor muda por dentro.

    Frente da caixinha Jujubinha

    11.2Anatomia da frente

    Cada elemento tem seu lugar, e o lugar não muda entre as cores.

    No alto, a frase “Sucos para descobrir”. No centro, o logo e o Jujubinha de traço, sentado de pernas cruzadas, bebendo com o canudinho. Nos cantos, patinhas tom sobre tom e os ícones das frutas. No rodapé, a informação dos pais e o volume.

    11.3Dois olhares no mesmo rótulo

    Os dois olhares não se atrapalham.

    A criança vê a cor, o logo e o amigo. Os pais leem o rodapé. Eles ocupam lugares diferentes.

    Para a criança, o alto e o centro: grandes, coloridos e alegres. Para os pais, o rodapé: “100% natural”, “sem conservantes”, “sem adição de açúcares”, o sabor e os 200 ml. Sempre no mesmo lugar, sempre legível, sempre quieto.

    Tudo o que se lê em tamanho pequeno vai na Tinta de leitura, nunca na de suporte.

    Frente da caixinha

    11.4Frente, verso e laterais

    A frente chama. As laterais informam.

    A frente e o verso são iguais: é o rosto da caixinha, onde a criança reconhece a marca de qualquer lado.

    As duas laterais são diferentes e levam toda a informação. Na lateral 1, a frase do Jujubinha, “Hummm... isso eu ainda não conheço!”, a mão que segura a caixinha saindo de um buraco no chão e o texto de apresentação. Na lateral 2, o sabor em destaque, as frutas, a tabela nutricional, o QR e o código de barras. Tudo em ordem e no tamanho que dá para ler com calma.

    Escolha uma face, ou gire a caixinha.

    • Rodapé da frente
    • Título da lateral
    • Ícones das frutas

    Toque na caixinha para ver a fruta e o nome do sabor nos três lugares.

    11.5Cor não é sabor, impresso

    Por fora, a cor. Por dentro, a fruta.

    O nome do sabor aparece em três lugares da caixinha: no rodapé da frente, no título da lateral e nos ícones das frutas. E confere sempre com o que está dentro.

    Em uma marca que promete uma descoberta, o rótulo é a única coisa que não pode surpreender.

    A regra vale para qualquer combinação: a mesma fruta pode morar em qualquer cor de caixinha, e a cor nunca indica o sabor. Hoje as cinco artes trazem “maracujá com manga”. Por ser um projeto ilustrativo, ficam assim.

    11.6Uso incorreto na embalagem

    Nada de promessa que não dê para cumprir.

    A Jujubinha não grita e não promete o que não pode cumprir. Dois erros, e o que fazer no lugar de cada um.

    Ligue e desligue cada erro.

    Capítulo12

    Em uso

    O mundo cabe na mochila.

    Mãos tirando a caixinha de uma mochila de leão de pelúcia
    O Jujubinha

    12.1A mochila de leão

    O novo nunca chega sozinho.

    O corredor da escola, o leãozinho nas costas, o canto amarelo de sempre.

    A mochila de leão é o lugar onde a caixinha mora. Quando a criança sai de casa, leva a segurança com ela.

    A juba da mochila e a juba do Jujubinha estão ligadas por uma linha.

    12.2Na escola e na rotina

    A rotina é o chão firme onde a curiosidade pisa primeiro.

    Na sala, no recreio, na lancheira: a descoberta acontece onde a criança já se sente em casa.

    Sem pressão e sem plateia. Um golinho, uma pausa, outro golinho.

    O Victor guardando a caixinha na mochila de leão, ao lado da janela O Victor tomando suco na sala de aula, na mesa de sempre O Victor mostrando a caixinha

    O conhecido é só o começo.

    Para o Victor, a semente de tudo.

    Sucos Jujubinha é um projeto conceitual de portfólio. Marca, personagem e produto são fictícios.
    Idealização e design completo: Fernanda Tomassoni (mãe do Victor)